Degustando o verbo

Queremos mesmo a igualdade?

Há tempos que fogão e tanque de roupa deixaram de ser os únicos instrumentos de trabalho femininos. Mulher hoje é independente.

Criou essa fama de “mulher maravilha”, que consegue cuidar da casa, do marido e dos filhos e ainda ter uma carreira profissional de sucesso. Fora o que é direito adquirido com muita luta: o voto, o poder de escolher com quem casar (pelo menos em boa parte dos países ocidentais, que não praticam mais o casamento arranjado), a proteção contra a força bruta masculina (coisa do tipo Lei Maria da Penha), entre tantas outras que já sabemos.Mas toda liberdade traz consigo um outro tanto de responsabilidade. E é aí, que o bicho pega! Muitas mulheres querem facilidades sem compartilhar de fato as igualdades. “Ok! Vamos ter salários compatíveis com os dos homens, mas na hora de pagar a conta do motel ele é quem tem que cumprir esse papel.” É o que querem, aproveitar do novo tempo para descontar os males que já sofreram no passado. Mas, vamos lá! esse tempo já foi, as idéias são outras e os homens também.

Como mulher, digo: mulheres são difíceis demais para se entender – ou melhor, espertas demais?!- Quando o pai quer participar efetivamente da educação dos filhos, a mulher que não admite, porque acreditam que a educação feminina é mais correta. Somos mais doces, mais maleáveis e menos intolerantes. Gente, nem sempre! Tem muita mulher grossa e muito homem sensível por aí. E isso não é um manifesto em defesa dos homens, mas em defesa da real igualdade entre os sexos.

Admiro que em países do “primeiro mundo”, se o cara se levantar para dar o lugar para a mulher em um ônibus, ela vai achar ruim. Seria um sinal de fraqueza se ela aceitasse! Isso é igualdade entre os sexos. Não somos menos capazes. Podemos muito bem aprender ofícios que há tantos anos são tidos como masculinos. Já existem mulheres que trabalham na construção civil.

Temos condições humanas de fazer o mesmo que eles. Capacidades intelectuais de igual nível. E isso tem que ser refletido também na hora de pagar a conta ou de trocar uma lâmpada. Não somente na obtenção de direitos, mas na prática iguais de atividades e no cumprimento de deveres.

Publicado em Dom, 18 de Abril de 2010 00:00 Jéssica Macedo

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