Degustando o verbo

A grande mídia que se cuide

Pensando aqui na interatividade que as redes sociais tem possibilitado à opinião de seus usuários, o óbvio é lindo: estamos vivendo uma revolução. Recentemente, os ataques preconceituosos da Folha de São Paulo à Feira Brasil Rural Contemporâneo foram tão bombardeados quanto, via Twitter e Blogs. Houve também, as estranhas manifestações de apoio ao técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Dunga, contra à Rede Globo.

Avaliem tais manifestações há uns 10 anos, praticamente impossíveis de se realizarem. Além da questão do acesso – que era mais complicado por causa dos valores altos de computadores, o tipo de conexão discada à internet e o pouco que era sabido por leigos a respeito do novo modelo de comunicação -, o conhecimento dos usuários sobre os efeitos que movimentos na rede podem causar hoje é bem maior.

Os internautas, em grande maioria, compreendem a forma de comunicação que dispõem. Antes dividida por “experts” que compreendiam tudo da parte técnica, mas que se limitavam ao seu ciclo de relacionamento,  e por totais leigos que só acessavam o bate-papo, hoje, a rede mundiais de computadores quebra várias barreiras que disseminam o conhecimento, desfaz preconceitos e torna todos os espaços dentro de si comuns.

Há dez anos, já se acreditava na potencialidade dos computadores conectados à internet. Mas, a concepção dos avanços estava restrita à modernidade física das coisas. Tecnologias! A imaginação das pessoas estava limitada à universalização de funcionalidades associadas ao conforto e ao luxo. Casa, automóvel, rôbo e tudo mais com precisões inteligentes.

Mas, a revolução mesmo, não contrariando que a tecnologia física está super avançada, foi nas comunicações. Rebatemos a grande mídia em questão de minutos.

“Nossa tecnologia passou a frente de nosso entendimento, e a nossa inteligência desenvolveu-se mais do que a nossa sabedoria.” (ROGER REVELLE)

Imaginar um “um dia sem Globo” era impossível. Como organizar pessoas de um país com dimensões continentais como o nosso a participarem? Era inviável. Porém, hoje, conseguimos. Não se sabe ao certo quantos participaram e muitos nem sabe porque participaram, mas a mobilização nas redes sociais foi imensa.

Está aí a grande diferença das mobilizações via internet: apesar de ter todo o conteúdo à disposição, ainda assim, muitos participam dos movimentos sem saberem ao certo o motivo, entusiasmados apenas pelas ideologias próprias escondidas no subconsciente coletivo. Mas, isso é assunto para uma outra conversa. Vamos ficar por aqui: a comunicação vive sua revolução. Ponto!

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