Degustando o verbo

Um conto real #DFdoesangue

Era carnaval. Três amigos e eu nos organizamos meses antes para fazer o que nós chamávamos de “a viagem”. Entre a gasolina e hospedagem, a nossa maior preocupação era mesmo com o que nós iriamos beber. Compramos caixas de cerveja, várias garrafas de vodka, energético entre outros tipos de “fonte de alegria” ilícitas.

Abarrotamos o velho possante e seguimos para o carnaval que iria mudar nossas vidas. Nós pressentiamos isso, mas não sabiamos como seria. Fomos! E já no caminho as bebidas quentes já começaram a fazer a nossa cabeça. Lá chegando, tratamos logo de despejar as nossas coisas na casa da Dona Zelia, tia-avó do Pedro, o mais pirado da galera.

Já caimos na folia, e durante esses dias todos, se comemos eu nem me lembro. Era muita bebida, ervas, noites sem dormir. A própria bagaceira, como diria uma amiga. Lukão era o nosso motorista oficial, mas não resistia às propriedades alucinógenas de certas drogas que o Henrique colocava pra gente. O Henrique sempre foi muito ligado nisso. Eu preparava os drinks e estava tudo certo pra gente. Ali tinha tudo para ser o melhor carnaval de nossas vidas.

Mas, como tudo o que é bom dura pouco, tivemos que vir embora. Lukão que já estava cansado e muito embriagado, na metade do caminho pediu para alguém assumir a direção porque ele já não estava dando conta. Eu assumi o controle e cinco minutos depois, eu passei direto numa curva. O carro capotou e o socorro demorou a chegar. Era no meio da estrada, o carro desceu um pequeno barranco, então os carros que passavam na estrada não tinham muita visibilidade para o nosso carro com as rodas para cima no meio do mato.

Finalmente o socorro chegou. Todos inconscientes foram levados para o hospital. O Lukão foi quem mais se machucou. Seu estado era gravíssimo, ele sofreu um corte muito profundo no abdomen que causou hemorragia. Ele precisava de sangue. Mas, estava muito difícil encontrar o tipo dele.

Nós imaginando como o mundo era injusto. Aquilo não poderia estar acontecendo. Como assim não tem sangue? Estando numa cidadezinha como aquela do Goiás, talvez  o Lukão não tivesse muitas chances. Até que descobriram que em Brasília ainda tinha sangue do tipo dele. E por incrível que pareça, o sangue veio do mesmo lugar onde doamos o nosso sangue antes de viajar.

E o Lukão que mais resistiu a doar o sangue antes da viagem, recebeu uma prova clara da necessidade daquele gesto. Aquilo salvou a vida dele e poderia salvar de muitos mais se todos contribuissem para isso. A gente não sabe nunca quando vamos precisar, quando alguém próximo a nós vai precisar. Antes de mais nada, é a prova mais sincera de amor ao próximo que muitos pregam na palavra, mas que na prática fazem o inverso todo.

Esse conto é baseado em acontecimentos reais que pude ver bem de perto. Infelizmente, o resultado da história real não foi tão feliz assim. Façamos por onde para salvar vidas, para sermos salvos também. Vamos doar sangue, vamos mobilizar pessoas. Essa é a melhor maneira de provarmos o quanto humanos nós somos.

Essa é uma campanha do #Twitter DF e dos Blogueiros do Distrito Federal.*

Onde iremos ao Hemocentro e ao Hemolago nos dias 27/02 e 06/03

Algumas instruções sobre impedimentos temporários: como o uso de remédios para a gripe, aspirina (24h), dipirona e similares, ingestão de bebida alcoólica nas 24h anteriores, tratamento dentário, sinusites, amigdalites ou outras infecções bacterianas (aguardar 15 dias após final do tratamento), cirurgias de médio (3 meses) e grande (12 meses) porte, gripe (aguardar 7 dias), entre outros.

Lembro que em relação aos medicamentos e quaisquer outras dúvidas, o mais indicado é entrar em contato com o local da doação (Hemocentro – 3327-4424, Hemolago – 3364-2454) para esclarecer as dúvidas!

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