Degustando o verbo

Sobre decepção…

Aproveitando o gancho do post da minha amiga Taty no blog dela “Feia&Chata” e minha condição atual, vou tratar desse assuntinho chato, muito comum e pertinente em nossas vidas.

Já que decepção é uma coisa ampla, ou seja, sofremos decepções  por vários motivos em nossas vidas, seja profisisonal, pessoal, intelectual, racional, emocional. Enfim, basta saber o que significa a palavra decepção para compreendermos o quanto e onde ela está presente no nosso dia-a-dia.  Decepção é criar expectativas sobre algo ou alguém que não são correspondidas como o esperado. E quando acontece, sai de baixo, muita gente entra numa neurose quase que insustentável, mesmo que seja por alguns minutos apenas.

Mas, se tem algo que dói mais do que decepção amorosa, eu desconheço. Quando sofremos alguma, parece que alguém pega o nosso coração e aperta bem forte com a mão como se ele não pudesse mais bater de tão pressionado. É incrível como um órgão tranpõe todas as barreiras científicas e materializa um sentimento.

Hoje o meu está assim, apertadinho dentro da palma da mão de alguém que, com brutalidade o segura sem deixá-lo respirar. E essa dor, é tão maior porque ao olhar para trás, enxergo que tudo poderia ter sido diferente se  eu tivesse pensado um pouco mais, calculado um pouco mais, agido com mais racionalidade.

Por ter evitado a tal racionalidade, muitas coisas eu deixei de considerar na hora de tomar decisões. Amigos se afastaram, oportunidades foram perdidas, idéias foram derrubadas, sentimentos amordaçados e as perdas se tornaram bem maiores do que os ganhos, não dando sustento a uma relação egoísta e unilateral. Onde só um conduzia o rumo das coisas e dos sentimentos.

Se no começo tudo era como um campo florido, ao longo do tempo virou um deserto de sentimentos bons. O melhor foi chegar ao fim. Talvez na expectativa de que assim a gente iria despertar e voltar para a normalidade do início do relacionamento. Mas, a poeira nem chegou a baixar e o lado dominador já estava em outra e as novidades sobre ele estraçalharam um coração cheio de esperanças e culpa.

Tolice! Nada do que eu acreditei durante aquele relacionamento era real e o que eu nem imaginava dava sentindo as coisas que eu não compreendia. Pena enxergar isso só agora. E mesmo depois do fim, saber de certas coisas, machucou o coração.

Meio à lágrimas e à uma tristeza profunda de ter me envolvido com alguém que na realidade não existia e por isso ter perdido pessoas importantes, há um lado bom e que ninguém pode mudar. O lado do aprendizado, do conhecimento e satisfação de ter descoberto o momento certo de abandonar o barco que a qualquer hora iria afundar mesmo.

Olhando com outros olhos, aprecio tudo como uma grande lição de vida. Devo sim dar valor ao sentimento alheio, mas antes de tudo dar valor aos meus sentimentos e às minhas vontades. Porque eu sei até onde eu errei e consegui desfazer meus erros, daqui em diante é não errar mais, não machucar mais, mas antes de tudo, me proteger das insconsequentes atitudes alheias.

A maior decepção da minha vida é também o maior impulso que tenho. Daqui para frente farei o certo, darei asas à minha vontade e quem sabe contemplarei o sentimento de alguém que sente de verdade. “De fato, Decepção não mata, ensina a viver.”

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4 comentários em “Sobre decepção…

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