Degustando o verbo

Um pouco de Yoga…

Degustando o verbo em 1 de agosto de 2008
Certas situações são realmente interessantes de tal forma que se tornam inesquecíveis. Nos últimos dias, ando meio descrente das coisas e com uma tristeza quase que inabalável no olhar. É muito doloroso não se realizar na vida. Quem já passou por isso, em algum momento, sabe como é. Aquele negócio que não conseguiu fechar, aquela prova que não obteve pontos suficientes, aquele amor mal sucedido ou não correspondido, enfim, uma infinidade de probabilidades de se frustrar.

Mas, como eu dizia, sobre as situações interessantes. Por conta dessa tristeza que venho tido, por motivos que talvez não interessem a ninguém, uma pessoa não muito próxima me disse algumas centenas de palavras que não me saem do pensamento desde então. Se eu não estiver enganada, são teorias doutrinárias da Yoga.

O sofrimento é opcional, porque o que nos faz sofrer é algo que já passou ou que ficamos imaginando que irá acontecer. Na verdade, se nos tornarmos mais presenciais, veremos que o que está acontecendo neste exato momento, não é nada demais. Por exemplo, eu estou sofrendo por algo que já aconteceu há dias, mas na verdade, se eu me concentrasse no agora, eu simplesmente estou escrevendo no meu blog. Não há nada que me faça mal nisso.

Ela me falou isso em muitas palavras e com muita segurança que isso se fixou na minha mente de tal maneira que estou me atrelando bem a esse conceito. Mente! Bem lembrado! O importante é cuidar para que a sua mente fique o tempo todo te iludindo com o sofrimento de momentos antes ou futuros. Você é quem comando sua mente e não ela quem comanda você.

É um diagnóstico bem filosófico da nossa realidade. Quando estamos tristes, nossa mente se adequa com facilidade a isso, ou seja, se acomoda, pois não terá que se preocupar com o ficar triste de uma hora para outra. Porém, no momento em que estamos tendo atitudes presenciais (vivendo o presente) ela passa o tempo todo te atentando para ocasiões passadas ou futuras, afim de já se acomodar ao certo e precaver do medo. A mente tem medo de estar bem e ficar mal, mas não incomoda de estar o tempo todo mal. Interessante, não?! O difícil é saber e conseguir aplicar esses conceitos à nossa vida.

JéssicaM

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