Poesias

Germe de amor (homenagem ao meu senhor e minha senhora)

POR JOAQUIM DE CASTRO

Quantos sonhos,
desejos, medos

Mas a vontade
maior que me
move é de ser
Feliz

Ainda maior é de
ser especial para alguém

É como um cego
que não ver o horizonte
mas percebe no seu sentido
o que sentindo
se sente

Tal a dimensão e o brilho
de um olhar que não ver
é desenhar nos traçados
das mãos o que
o coração
sente

Sente no corpo o frêmito
que a alma acende

Se conhece só o opaco
irradia nas pontas dos
dedos o que o coração
ausculta

A boca verbera a luz
que a alma ilumina

Tenho medo do que sinto

de um dia acordar
e não me levantar

de andar trôpego
qual um bêbedo
me arrastar

de minhas pernas
outrora tão fortes,
cambaleantes agora
não me sustentar

Meu pai…

somente a minha
cabeça pensante
me guiar

Feliz do meu pai
que tem minha mãe fortaleza
para lhe nortear

Amor, Paciência, Compreensão
foram as lições que meu velho pai
ensinou

se frio eu passo é porque calor
no meu corpo em abundância tenho

se me fecho em concha
é por que não sei pedir ajuda

quando tropeço, caio,
me levanto… e sigo

Sigo firme meus curtos passos
com os pés frágeis de meu pai
e o coração forte de minha mãe

Ando na vida lutando
com a garra da minha senhora
e a paciência e sabedoria
do meu senhor

Se meu coração não é pedra
ainda brota nele
amor

Agradeço todo dia
a vida que tenho
e o amor que
sinto

Sou tão doce
quanto o mel
demasiado
amarga

Vivo a vida
com toda
a graça

Posso até
amanhã
não está
aqui

Oxalá!
Isso não
seja tão
breve

Assim traço
meu caminho
aprumado

Como a bruma
o vento leva e a
penumbra que a sombra
abraça

Deixo a mercê do tempo
meu coração reconhecer
seu momento

Sou alegre mas não
completo
A completude de mim
estão nos braços além de mim

Sinto-me um eterno encantado
pela vida

A minha fraqueza é saber
o que quero

me entristeço não ser o
que sinto

A paixão que me divide
é a que me falta

Sofro por intensamente amar a tudo
e não saber o que é o amor

dualidade tal, me machuca

É como não perceber a beleza da vida
nos olhos de criança que tenho

roubar a indelével inocência
de um olhar apaixonado

Assim meus anos
me fez menino para jogar com que sinto

um garoto eterno
amado

que se enfeitiça de novo
com o amor
e o tempo
não passa
pois eterno ele me fez
Lembranças!

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