Poesias

Poesia de Mim (Por Joaquim de Castro)

Nos momentos que encontro comigo,
sinto-me sozinho
É então que bate uma saudade de alguém
que me conhece se preocupa comigo
e sabe o quanto ela é importante para mim
e não vai me abandonar
Às vezes, o sentimento invasor que me toma
não me deixa nem lembrar o quanto sou concreto
pó que se verte água
argamassa do meu corpo edifica
minha morada
Tal um joão de barro que constrói o seu ninho e o abandona
ao vento … voo nas asas do sentimento
que me traz a vontade Ser
Fonte de vida que me renova
noite que me eleva luz
claridade de mim irradia e me obscurece
sonhos e medos são meus companheiros,
como a música que serpenteia o dorso de quem se encanta
enalteço a alma e canto
Me encanto de novo com um sorriso silencioso de uma
boca pequena e doce que apenas baila em mel
trejeitos ínfimos e melodiosos
que transcende o brilho do céu e me seduz
Me curvo de novo a cópula de um beijo infindo
sorvo como um louco sedento
todo o mel aromatizado
que brota daquela fenda divina
Como quem quisera sugar a alma,
me extasio de desejo
Meu castigo é conviver com todo cheiro e
aroma que inebria minha sina
Teu olhar espião me vigia e impregna toda a alma
quão poder tens sobre mim
quanto mais distante me abandona
me sinto preso a ti,
sou agora teu cativo
És meu inverso pois não consegui viver contigo
quando enxergava em ti a minha fraqueza
Terei que aprender a viver sozinho
ou conviver recôndito à tua falta
Nunca serei o mesmo, mas serei um
novo que a sorte tenta levar
Vou viver apaixonado pela vontade de viver
sempre, mas tenho medo de ser sozinho
Vou deixar meu sentimento me conduzir
aos braços de quem me queira
Sei que a felicidade é uma prisão de ilusão
mas quero merecê-la
Tornar-me cativo do calor e da doçura
desse corpo que me acalma
Ausência de calor só me faz frio,
mármore, pedra que na água
se faz areia
Não quero que meus sonhos
sejam fortaleza de minha solidão
mas o porto seguro de minha
Alma
Quero descansar nos braços da noite
na melodia do ninar de criança
Quero da noite conceber a vida
que em prantos anuncia o dia
A aurora de um novo tempo
Semear no deserto desse peito
o amor que te faz viva
Descobri a cada dia ao teu lado
como é lindo te ver acordar
quando juntos a vida só faz
sentido se sentindo
Vou a cada dia agradecer
ter-me reconhecido
Tu será para mim o verso
que me une e serei em ti
o uni que se fez verso
O tempo urge,
mas a minha pressa
é infinita
Estarei na noite que te observa
e no dia que te levanta
Comporei na lápide a última canção
do soneto de tuas lágrimas que
embalam meu sono profundo
Nunca iremos nos separar
pois o teu descanso será a minha
morada eterna
E quando deixarmos de existir
para este mundo
somente o tempo e as estrelas
serão cúmplices da minha dedicação
a ti e da tua vontade em mim

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