Poesias

Quando chega o dia

Quando chega o dia
Que para muitos
Mera alegria,
Eu apenas desejo cortar meus punhos.

Não vejo razões para comemorar
Se cada ano parece
que no próximo nada mudará
e meu coração padece.

Padece, porque sangra em mim
A vaga e devassa solidão
Sem fim…
Habitante corrupta do coração.

Nada de bom se generaliza
Ao contrário do que carrego,
Bandida ferida
Do meu ego.

Ou será eu, um constante pessimista
que por mais que me aconteça
coisas boas na vida
nada faz com que eu não entristeça.

Se tenho tudo o que preciso
Porque não me sinto a vontade
Achando sempre que necessito
Mais do que quero de verdade.

Pois o que eu quero é tão pouco
Mas não consigo encontrar
Ou já encontrei, só que do seu gosto
Não quero mais provar.

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