Poesias

Venha a quem te cuida

Na fenda que se forma da ausência do seu sorriso
A distância se faz tão presente
Que em lenda transforma tudo aquilo que acredito.

Inanimado, perplexo e vazio
Com medo do que ainda possa vir
Se desfalece o meu ser arredio.

Tudo o que ingeri, se faz líqüido,
desce pela minha face
E na boca eu sinto o gosto tão amargo e frio.

O que fazer na tão invariante rotina?
Se aqueles que se calam dizem mais
Apenas por deixar notar sua retina.

Eu te olho no espelho,
Mil formas toma e nada muda
se sofres, aconselho:
venha a quem te cuida.

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