Poesias

Colosso do vento

Como se acariciasse uma bela moça
e a deitasse sob seu corpo pesado,
na inquietude do seu ego
ele deixava se dominar sem hesitar em força.

Era um momento plácido
que explodia em grandeza,
pois tudo tornava-se apático
diante de tal sutileza.

Assim como o poeta na sua inspiração mútua
consegue descrever sentimentos intocáveis,
ele simplesmente sentia os versos mensuráveis,
que tocavam a sua figura nua.

Não gritava, não ria, não fazia alvoroço.
Tudo ali era de um arrogante colosso.

Assim fazia o poeta.
Assim o vento lhe fazia,
Cantando uma seresta
A qual ele só ouvia.

Não sabia se era
vento no cabelo que havia
ou se por loucura mera
cabelo no vento ele via.

17/05/2008 23:41:22

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